Arte
Meu papel foi natura.
Agora,
eu imprimo cultura.
Dalton Luiz Gandin
Pétalas
Mal me quer,
bem me quer...
Liberdade!
Dalton Luiz Gandin
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Nas linhas de suas mãos
Queria poder parar de pensar
Em como seu sorriso é bonito
Ao menos queria sonhar
E parar de mentir sobre o que sinto
Mas a beleza sempre me captura
Tanto pelos meus olhos como meu coração,
Se o amor tivesse uma partitura
Seriam como as linhas de suas mãos
Eu não me sinto mais culpado
Pelo menos não mais por observar,
Meio tímido e envergonhado
O brilho no seu olhar
Queria poder agir calmamente
Quando você chega perto,
Mas quando está em minha frente
Meus braços esperam abertos
Mas a consciência sempre declara
Eu sei que ela carrega a verdade
“Oh coração, esquece a paixão
Usa só sinceridade...”
[Rafael K.S.]
Em como seu sorriso é bonitoAo menos queria sonhar
E parar de mentir sobre o que sinto
Mas a beleza sempre me captura
Tanto pelos meus olhos como meu coração,
Se o amor tivesse uma partitura
Seriam como as linhas de suas mãos
Eu não me sinto mais culpado
Pelo menos não mais por observar,
Meio tímido e envergonhado
O brilho no seu olhar
Queria poder agir calmamente
Quando você chega perto,
Mas quando está em minha frente
Meus braços esperam abertos
Mas a consciência sempre declara
Eu sei que ela carrega a verdade
“Oh coração, esquece a paixão
Usa só sinceridade...”
[Rafael K.S.]
sábado, 23 de outubro de 2010
"C'est la vie"
Há dias em que só a morte parece fazer sentido.
Não que haja um desejo real em desfazer-se do corpo, ou das penas e dos pesos de se estar vivo, mas uma necessidade tão grande e gritante de fechar-se o todo em copas e ser nada mais do que um vulto passado. Deixar-se encerrar sem que as contas sejam feitas, os pesos medidos e as arestas aparadas.
Ser apenas mais um sopro, que cessou num suspiro último de alívio, ou de dor.
Há dias, em que morrer é mera questão de cerrar os olhos pois que a alma já fenece enquanto os dias correm e as noites se deitam sobre o corpo cansado.
Mas quão difícil se faz cerrar os olhos quando o corpo, ainda que abatido, insiste em pulsar.
Monica San
Não que haja um desejo real em desfazer-se do corpo, ou das penas e dos pesos de se estar vivo, mas uma necessidade tão grande e gritante de fechar-se o todo em copas e ser nada mais do que um vulto passado. Deixar-se encerrar sem que as contas sejam feitas, os pesos medidos e as arestas aparadas.
Ser apenas mais um sopro, que cessou num suspiro último de alívio, ou de dor.
Há dias, em que morrer é mera questão de cerrar os olhos pois que a alma já fenece enquanto os dias correm e as noites se deitam sobre o corpo cansado.
Mas quão difícil se faz cerrar os olhos quando o corpo, ainda que abatido, insiste em pulsar.
Monica San
Apocalíptico
O final se aproxima em velocidade,
são signos, sombras e ansiedade
multifacetados em dores de obra feita
nos braços das lembranças imperfeitas.
Os odres de rubra água se esvaziam,
em sede que os homens não saciam,
um novo Graal se ergue no horizonte,
tentando traduzir-se em nova fonte.
A visão aterroriza ao desavisado
que mesmo sem sentir-se culpado,
não arrisca enfrentar a desventura
mas a visão aterradora se apura.
Cavalos alados e damas disformes,
distorcem tudo o que fora uniforme,
cantando loas a novos personagens,
antigos deuses em novas roupagens.
Todo azul é agora carmim viscoso,
o exército sombrio marcha airoso,
o general vermelho quer cantar vitória,
mas não será esse o desfecho da história.
As Sete Grandes Luzes se assomam no nascente,
e com voz retumbante surge o Onipotente.
O brilho então retorna do oriente ao ocidente
e o inimigo antes altivo se acha decadente.
Inutilmente tentam urdir novo assalto,
mas o Onisciente Senhor já lhes sabia o ato,
em um só movimento os coloca no lugar devido,
e partimos à Nova Terra conforme o prometido.
Attilio Filho
são signos, sombras e ansiedade
multifacetados em dores de obra feita
nos braços das lembranças imperfeitas.
Os odres de rubra água se esvaziam,
em sede que os homens não saciam,
um novo Graal se ergue no horizonte,
tentando traduzir-se em nova fonte.
A visão aterroriza ao desavisado
que mesmo sem sentir-se culpado,
não arrisca enfrentar a desventura
mas a visão aterradora se apura.
Cavalos alados e damas disformes,
distorcem tudo o que fora uniforme,
cantando loas a novos personagens,
antigos deuses em novas roupagens.
Todo azul é agora carmim viscoso,
o exército sombrio marcha airoso,
o general vermelho quer cantar vitória,
mas não será esse o desfecho da história.
As Sete Grandes Luzes se assomam no nascente,
e com voz retumbante surge o Onipotente.
O brilho então retorna do oriente ao ocidente
e o inimigo antes altivo se acha decadente.
Inutilmente tentam urdir novo assalto,
mas o Onisciente Senhor já lhes sabia o ato,
em um só movimento os coloca no lugar devido,
e partimos à Nova Terra conforme o prometido.
Attilio Filho
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Felicidade de ser feliz
Plena, musical, quase palpável.
Palatável? Diria não usual.
Casual por ser eterna.
Terna por ser simples.
Preenche o mais vago coração.
Concessão, só se lha damos.
Danos? Nenhum causa.
É asa do espírito.
Andando nos faz pisar macio.
Ao fio do dia assobiando.
Cantando, compondo novo som.
Dom? Não enlevo.
Bateu a alegria verdadeira.
Maneira, agradável, bastante real.
Original, pura e individual.
Pessoal e transferível.
Ao sorriso que desperta,
se oferta, sem o menor custo,
sem susto, sem contra-indicação
Condição? Ser feliz.
Atillio Filho
Palatável? Diria não usual.
Casual por ser eterna.
Terna por ser simples.
Preenche o mais vago coração.
Concessão, só se lha damos.
Danos? Nenhum causa.
É asa do espírito.
Andando nos faz pisar macio.
Ao fio do dia assobiando.
Cantando, compondo novo som.
Dom? Não enlevo.
Bateu a alegria verdadeira.
Maneira, agradável, bastante real.
Original, pura e individual.
Pessoal e transferível.
Ao sorriso que desperta,
se oferta, sem o menor custo,
sem susto, sem contra-indicação
Condição? Ser feliz.
Atillio Filho
Portador de deficiências
Rosa
faltando uma pétala.
Beleza
murcha no canteiro
do teu olhar.
Inútil rosa.
Fora de todas as floriculturas.
Jogada no chão.
Deserto
do teu amor.
Rosa
sem o consumo do belo,
fora da utilidade,
quer secar o teu capital.
Quer o ócio.
A vida simplesmente.
Brincadeira de Deus...
Rosa feita
desejo,
luz
beleza maior,
quer brincar e ser feliz.
Quer fazer nada.
Amar!
Perfume de rosa,
que embriaga
todo “uni-verso”
da poesia,
quer ser o hálito
do teu amor.
Portador de deficiências!
Dalton Luiz Gandin
faltando uma pétala.
Beleza
murcha no canteiro
do teu olhar.
Inútil rosa.
Fora de todas as floriculturas.
Jogada no chão.
Deserto
do teu amor.
Rosa
sem o consumo do belo,
fora da utilidade,
quer secar o teu capital.
Quer o ócio.
A vida simplesmente.
Brincadeira de Deus...
Rosa feita
desejo,
luz
beleza maior,
quer brincar e ser feliz.
Quer fazer nada.
Amar!
Perfume de rosa,
que embriaga
todo “uni-verso”
da poesia,
quer ser o hálito
do teu amor.
Portador de deficiências!
Dalton Luiz Gandin
segunda-feira, 26 de julho de 2010
1º FESTIVAL DE OUTONO NO CAFÉ DAS LETRAS - RESULTADO FINAL
1º LUGAR : Desconheço o outono (poema)
AUTOR: Suzan Keila
2º LUGAR : No outono da nossa vida - você chegou (narrativa)
AUTOR: Maria Eugênia
3º LUGAR : Outono (narrativa)
AUTOR: Margarida Rosas
4º LUGAR : Lágrimas de outono (poema)
AUTOR: Telma Moreira
JURADOS :
Basilina Pereira
Emerson Sbardelotti Tavares
Manoel Hélio
Obrigada a todos que participaram e parabéns aos vencedores.
Até o próximo Festival!
AUTOR: Suzan Keila
2º LUGAR : No outono da nossa vida - você chegou (narrativa)
AUTOR: Maria Eugênia
3º LUGAR : Outono (narrativa)
AUTOR: Margarida Rosas
4º LUGAR : Lágrimas de outono (poema)
AUTOR: Telma Moreira
JURADOS :
Basilina Pereira
Emerson Sbardelotti Tavares
Manoel Hélio
Obrigada a todos que participaram e parabéns aos vencedores.
Até o próximo Festival!
quinta-feira, 24 de junho de 2010
sábado, 12 de junho de 2010
Insensatez
Silenciosa e breve
Caminho por entre ondas,
A areia cálida pelos rastros ainda vermelhos
Deste sol ardente.
Loira, linda
Sou devorada por olhos
E tantas noites insanas
Perturbam meus pelos,
Meus nervos...
Derramo meu corpo
E me entrego ao gozo
Porque sei que o amor é breve
É folha ao vento
Que sopra e seca
Minhas roupas, penduradas,
No varal do tempo!
*****************************************Margarida Rosas
Caminho por entre ondas,
A areia cálida pelos rastros ainda vermelhos
Deste sol ardente.
Loira, linda
Sou devorada por olhos
E tantas noites insanas
Perturbam meus pelos,
Meus nervos...
Derramo meu corpo
E me entrego ao gozo
Porque sei que o amor é breve
É folha ao vento
Que sopra e seca
Minhas roupas, penduradas,
No varal do tempo!
*****************************************Margarida Rosas
Para além
Voar
para além da imaginação.
Cantar
para além dos acordes inspirados.
Sonhar
para além do horizonte visível.
Amar
para além do tempo e da razão.
Viver
para além dos mundos conhecidos.
Voar
Cantar
Sonhar
Amar
Viver
Será pedir
além das possibilidades humanas?
Será exigir
além do que nos pode ser concedido?
Não encontro respostas
além do que meus olhos podem enxergar.
Só derramo lágrimas
As quais não consigo enxugar.
Maria Eugenia
para além da imaginação.
Cantar
para além dos acordes inspirados.
Sonhar
para além do horizonte visível.
Amar
para além do tempo e da razão.
Viver
para além dos mundos conhecidos.
Voar
Cantar
Sonhar
Amar
Viver
Será pedir
além das possibilidades humanas?
Será exigir
além do que nos pode ser concedido?
Não encontro respostas
além do que meus olhos podem enxergar.
Só derramo lágrimas
As quais não consigo enxugar.
Maria Eugenia
1º FESTIVAL DE OUTONO NO CAFÉ DAS LETRAS
Está encerrado o PRIMEIRO FESTIVAL DE OUTONO NO CAFÉ DAS LETRAS.
Agradeço a todos que participaram e desde já parabenizo pelas belíssimos obras.
Em breve postarei os nomes dos jurados que estão avaliando os trabalhos, e logo depois o resultado final, aguardem.
Monica San
quarta-feira, 5 de maio de 2010
A resina
Acordo.
Hoje o dia é meu
e eu sou o senhor absoluto
das horas.
Estranha sensação esta:
de poder dispor do tempo
no ritmo do meu arbítrio.
O barulho da água é sonolento
e também me insinua
que a rede é o princípio
e o fim do universo.
Quantos cantares me acalentam!
envolvem aquele ímpeto borbulhante
que, ao mínimo descuido,
inventa-me alguma obrigação.
Mais uns passos e...a dúvida:
sentirei tédio em minha própria companhia?
E se eu desdobrar aquele manto de surpresas
que guardo para inéditas ocasiões?
Volto ao ponto de partida:
melhor pegar papel e lápis
e deixar fluir a resina que a imaginação fabrica.
Basilina Pereira
Hoje o dia é meu
e eu sou o senhor absoluto
das horas.
Estranha sensação esta:
de poder dispor do tempo
no ritmo do meu arbítrio.
O barulho da água é sonolento
e também me insinua
que a rede é o princípio
e o fim do universo.
Quantos cantares me acalentam!
envolvem aquele ímpeto borbulhante
que, ao mínimo descuido,
inventa-me alguma obrigação.
Mais uns passos e...a dúvida:
sentirei tédio em minha própria companhia?
E se eu desdobrar aquele manto de surpresas
que guardo para inéditas ocasiões?
Volto ao ponto de partida:
melhor pegar papel e lápis
e deixar fluir a resina que a imaginação fabrica.
Basilina Pereira
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Tsunami
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