terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

ENTREVISTA: ANGELA CHAGAS









Angela Chagas, segundo lugar no PRIMEIRO FESTIVAL DE PRIMAVERA NO CAFÉ DAS LETRAS, realizado em setembro de 2009.
Abaixo, você conhece um pouco mais da escritora.











1. Quem é Angela Chagas?


Eu sou Angela Maria Chagas Araújo, funcionária publica aposentada, carioca e há 16 anos moradora de Niterói-RJ "Cidade Sorriso”. Reconhecida como a melhor em qualidade de vida.

Sou separada, tenho um casal de filhos que amo, e um cachorrinho lindo que foi me conquistando aos pouquinhos o “danadinho”...!

Estou em constante busca de aprendizado, com a natureza, com os filhos, com os amigos e principalmente com os livros e por isso, quando posso, leio sobre muitas coisas, inclusive sobre religiões.


2. Quando e como começou a carreira de escritora?


Desde pequena sempre gostei de escrever, sobre tudo o que sentia, mas por incrível que pareça a primeira poesia foi há quinze anos, quando o meu irmão caçula passava por sérios problemas de saúde.

E pela internet o contato com a escrita foi em 2006, quando comecei a participar de algumas comunidades.


3. Quais foram suas influências no início? E hoje, quem te influencia?


Tenho uma profunda admiração pelos poetas:

Clarice Lispector, Cecília Meireles, Cora Coralina, Flor Bela Espanca, Murilo Mendes, Oswald de Andrade, Cruz e Sousa entre outros. Mas sou apaixonada pelas obras de Fernando Pessoa, que me influencia até hoje.

Costumo dizer uma frase:

Quando a vida me trouxe a aflição, ressuscitou em mim a poesia

Retirando-me a agonia, alegrando o meu coração.


4. Como você vê a literatura da internet?


Vejo como uma ação de formação que procura atrelar o universo da literatura com o das novas tecnologias, com o objetivo de divulgar o que na Internet estão guardadas em bibliotecas virtuais, grandes obras-primas da literatura.

A internet queira ou não, é uma realidade para a literatura, sobretudo a fértil literatura que vem surgindo do teclado de novos escritores, muitos dos quais talentosos e com bom domínio da escrita e que, por varias razões não se aventuram pelo mercado editorial tradicional.


5. Qual o tema mais abordado em seus trabalhos?


Escrevo sobre vários temas, não há um tema principal no qual eu me dedique.

Depende do momento em que eu escrevo, do lugar e também de como estou me

sentindo.


6. O que está lendo no momento?


Clarice Lispector – Água Viva- li há um mês atrás.


7. Uma leitura que você recomenda.


Eu recomendo Clarice Lispector – a meu ver a escrita de Clarice, situa-se numa confluência de paradigmas, ou seja, por sua perspectiva estilista pessoal cria-se um entrelaçamento entre a realidade e a realidade adivinhada.

Clarice produz uma poética que lhe é própria em seus escritos. E em Água Viva percebe-se um denso e lindo poema em prosa.


8. Tem trabalhos publicados? Quais são eles?


Sim tenho algumas poesias... São elas:

1. Um Novo Clarão

2. Soneto Para Dorival

3. Oceano De prazer

4. Mãos

5. Poesia À Flor Da Pele


9. Fale sobre o seu processo de criação, como ele acontece? Quais seus projetos para o futuro?


A poesia em mim às vezes me surpreende, pois nem sempre ela nasce em lugares muito propícios. No inicio eu ficava meio perdida, mas hoje procuro andar prevenida, carrego sempre papel e caneta onde quer que eu vá e me coloco a sua disposição.

Quando era bem menina, quase não falava, mesmo que algo me incomodasse muito não colocava pra fora, engolia tudo inclusive as alegrias... Sempre gostei muito de ler e escrever, às vezes eu fazia um resumo das leituras que fazia e isso era um jeito de conversar comigo mesma, então comecei a escrever também tudo o que sentia e daí foi nascendo as minhas poesias. Houve um período em que parei de escrever, pois comecei a trabalhar muito cedo aos 12 anos e já não sobrava mais tempo para as leituras e também para as poesias. Mas a vida às vezes nos reserva muitas surpresas não é mesmo? E quando um dos meus irmãos passava por um momento muito depressivo, escrevi uma poesia intitulada “Sinfonia da Natureza” e lhe dei de presente.

Em relação a minha criação, devo dizer que ela chega às vezes de repente, conversando com alguém, ouvindo uma música, uma frase, um olhar, um sorriso recebido, apreciando o sol, a chuva, o vento, o luar, o mar... Enfim, a natureza com certeza me seduz, às vezes estou no ônibus, na barca, depende muito, às vezes ela surge apenas observando uma pessoa como um sopro, com dores e também alegrias.

Tenho muitos projetos em mente e um deles é escrever um livro solo, mas isso é para o futuro, deixemos acontecer... Por enquanto continuo participando das comunidades na Internet.


10. Um Sonho


Ver meus filhos bem encaminhados na vida, acreditando que sonhar vale à pena,

mas saber arriscar e ter responsabilidade no objetivo escolhido é o melhor processo da vida.


11. Uma realização alcançada


Tenho várias:

Uma família abençoada graças a Deus, amigos sinceros no virtual que se tornaram reais e a minha primeira participação em uma antologia em 2009.


12. Um arrependimento


Nenhum, mesmo porque sou humana e passível de erro mesmo quando quero acertar.


13. Você acha que o escritor é valorizado no Brasil? Por quê?


Bem, penso que a valorização vai depende de como o escritor é conhecido, e da importância de suas obras, ou seja, de que maneira ele colabora com a cultura brasileira, e de como está sendo entendido por seus leitores.


14. Atualmente, quais os entraves para publicação de um trabalho literário?


Acredito que o entrave principal para a publicação de um trabalho literário é o financeiro, tendo em vista que um escritor iniciante tem que custear a sua própria edição e ir à luta para divulgar o seu trabalho.


15. Considera seu trabalho pronto, ou ainda falta alguma coisa? O que?


Nossa, falta muita coisa ainda... Estou só começando, aprendendo com os grandes poetas, lendo, estudando com os grandes mestres... O que falta? Ah... Melhorar sempre!


16. Para você, qual a importância de ter participado do nosso festival, e sobre tudo ter sido uma das vencedoras?


Ter participado deste festival foi uma grande honra, pois tenho muito apreço por essa comunidade e pela pessoa que organizou esse evento. E ser uma das vencedoras foi uma enorme surpresa, já que tive a satisfação em compartilhar com poetas maravilhosos pelos quais tenho uma grande admiração.


17. Se te fosse dada a tarefa de escrever um livro, que seria distribuído em todas as escolas e universidades do mundo, para todos os alunos, com a intenção de ensinar às crianças e aos jovens o cantinho da felicidade, que tema você escolheria? Qual seria a mensagem central do seu livro?


A minha mensagem seria sobre a auto-aceitação e aceitação do outro, pois somos pessoas com idéias diferentes.


Niterói, 07 de fevereiro de 2010.

Angela Chagas



Agradeço à escritora pela delicadeza em nos proporcionar conhecer um pouco mais de si e de seu trabalho. Um grande abraço, e sucesso!

Monica San
Organizadora do blog Café das letras



sábado, 6 de fevereiro de 2010

ENTREVISTA: BASILINA PEREIRA





Basilina Pereira
foi a vencedora do PRIMEIRO FESTIVAL DE PRIMAVERA NO CAFÉ DAS LETRAS, realizado em setembro de 2009.
Abaixo, você conhece um pouco mais da escritora.







Quem é Basilina Pereira?

É uma virginiana muito exigente, mas “negociável”. Gosto de resolver as coisas conversando. Sou professora aposentada, advogada, poeta e escritora, (já me considero como tal) divorciada, tenho 3 filhas e 3 netos, que estão em primeiro lugar na minha vida. Depois vêm os amigos a poesia, as orquídeas, minha casa, etc....


Quando e como começou a carreira de escritora?

No segundo semestre de 2006, quando me aposentei do Magistério. Sempre gostei de escrever, mas usava esta habilidade no trabalho.


Quais foram suas influências no início? E hoje, quem te influencia?

Sempre gostei muito de ler e acho que muita gente me influenciou, eu não saberia dizer quem me influenciou mais, porque não é um processo consciente, acho até que ele oscila, dependendo do que a gente está lendo no momento. No momento, tento me adaptar às tendências mais modernas, pois tenho uma queda quase irremediável para os versos rimados.


Como você vê a literatura na internet?

Acho que a internet é um milagre da tecnologia e é um espaço democrático que abriga a todos. Há muitos bons poetas e escritores que estão aproveitando e divulgando seus trabalhos na internet e também outros que, ainda, não podem ser assim considerados, mas aqui é o espaço que deve ser usufruído por todos, por seu alcance e rapidez, o que muito nos beneficia.


Qual o tema mais abordado em seus trabalhos?

Acho que os sentimentos, os mais variados possíveis. Procuro escrever sobre o que estou sentindo no momento, também sobre o que observo, sobre o que leio e, vez ou outra, alguma ideia inusitada baixa em mim e escrevo sobre ela também.


O que está lendo no momento?

Estou lendo os poetas portugueses contemporâneos, porque me disseram que o meu estilo se parece com o deles, o que é uma grande coincidência, porque eu, sinceramente, não os conhecia até então. São eles: Manuel Alegre, Gastão Cruz, Maria Teresa Horta, Rui Pires Cabral, Vasco Gato e Maria do Rosário Pedreira.


Uma leitura que você recomenda.

Todos os clássicos. Depois os modernos e depois os atuais, na medida do possível. Eu tenho minhas preferências, é claro, (Clarice Lispector, Machado de Assis e Drummond), mas todos são bons e nos acrescentam alguma coisa, com certeza.


Tem trabalhos publicados? Quais são eles?

Sim, já participei de várias antologias (umas 10) e em 2009 publiquei meu primeiro livro solo: QUASE POESIA, pela LGE editora, que já está na segunda edição (a primeira esgotou e 3 meses) e meus segundo livro: JANELAS já está na editora (LGE editora) e deve sair no próximo mês (fevereiro).


Fale sobre o seu processo de criação, como ele acontece.

Eu me alimento (intelectualmente) do que leio. E dessas leituras vão surgindo as ideias, as lembranças, às vezes é engraçado: uma palavra ou um fato qualquer, desencadeia uma série de outros pensamentos que vão se juntando até eu sentir que é hora de colocar no papel aquilo está me cutucando e só vai parar quando eu escrever. Aí escrevo. Deixo ali até o dia seguinte, quando volto e dou uma olhada final. Quase sempre mudo pouca coisa, mas pertenço à corrente que acredita que nenhuma obra de arte sobrevive sem o conhecimento da técnica.


Quais seus projetos para o futuro?

Continuar escrevendo e publicando meus livros e também usando e abusando da internet, que é algo indispensável para o escritor/poeta.


Um sonho

Que meus netos um dia sintam orgulho de mim pela pessoa positiva e construtiva que eu tenha sido.


Uma realização alcançada

Tenho muitas: minha família que eu construí com êxito, meus netos que estou vendo crescer, o respeito de que desfruto como profissional, pessoa, mãe, amiga leal.... meu livro publicado, o reconhecimento das pessoas que me lêem, as mensagens de carinho que recebo todos os dias pela internet ,etc...


Um arrependimento

Nenhum: até porque não adianta se arrepender, se não puder consertar o objeto do arrependimento. Acho que fiz o melhor que pude, dentro das condições de que eu dispunha no momento. Poderia ter sido melhor? Provavelmente, mas sou humana e, como tal, portadora de defeitos e fragilidades.


Você acha que o escritor é valorizado no Brasil? Por que?

Acho que o escritor, em todo o mundo, tem que tirar leite de pedra. No Brasil então...onde pouca gente cultiva o hábito da leitura, pelas características de país em desenvolvimento, escolas sucateadas professores desmotivados, a situação é pior ainda, mas cabe a nós fazer a nossa parte e um bom começo é usar a internet para levar o nosso recado até onde ele puder chegar.


Atualmente, quais os entraves para a publicação de um trabalho literário?

Acho que começa pela falta de patrocínio. As editoras encampam aquilo que tem retorno financeiro garantido. Logo, para o escritor ou poeta iniciante, a dificuldade é maior ainda, porque nem todos têm condições de arcar com os custos da edição. Mas já tem gente indo à luta, editando e saindo à rua para vender seus próprios livros. Acho que temos que abrir caminho, seja lá como for.


Considera seu trabalho pronto, ou ainda falta alguma coisa? O que?

Claro que não. Lembra da virginiana exigente? Pois é, sou exigente comigo também. Sinto que estou melhorando, amadurecendo poeticamente, pois cada livro eu acho melhor que o anterior, mas sou daquelas que vou procurar aprimorar sempre. A todo tempo, vou achar que ainda posso melhorar. O que falta? O próximo passo.


Para você, qual a importância de ter participado do nosso festival, e sobre tudo, ter vencido?

Gostei muito de ter participado deste certame e adoro esta Comunidade por sua seriedade e pelo cuidado que sua dona e moderação têm com tudo que ali acontece. O fato de ter vencido muito me honra, porque conheço os demais participantes e são poetas de excelente qualidade, a quem admiro e respeito.


Se te fosse dada a tarefa de escrever um livro, que seria distribuído em todas as escolas e universidades do mundo, para todos os alunos, com a intenção de ensinar às crianças e aos jovens o caminho da felicidade, que tema você escolheria? Qual seria a mensagem central do seu livro?

Com certeza seria o respeito às diversidades e como conviver com elas.

Basilina Divina Pereira



Agradeço à escritora pela delicadeza em nos proporcionar conhecer um pouco mais de si e de seu trabalho. Um grande abraço, e sucesso!

Monica San
Organizadora do blog Café das letras




domingo, 25 de outubro de 2009

FESTIVAL DE PRIMAVERA - RESULTADO FINAL


















Resultado final:


1º lugar - Encontro de primavera - Basilina
2º lugar - Rio Corrente - Angela Chagas
3º lugar - Prenúncio - Telma Moreira / Anunciação - Eli


I DESAFIO - OUTRAS PRIMAVERAS


Um Jardim - Safo de Lesbos VII a.C
Postado por Moses Adam


II DESAFIO - MUITO EM POUCO

"Quando enfim os lábios de Deus sorriram a primavera

desabrochou e a vida se fez mais bonita. "

Postado por Sérgio Da Costa


----------------------------------------------------------------------------------

Tivemos no terceiro lugar um empate, como retornamos aos jurados e continuou empatado, decidi premiar os dois trabalhos.

A todos os escritores que participaram do PRIMEIRO FESTIVAL DE PRIMAVERA NO CAFÉ DAS LETRAS, agradeço a participação e parabenizo pelos belíssimos trabalhos.

Aos vencedores, PARABÉNS pelo brilhante desempenho!


Em breve teremos um novo festival, aguardem!!

Beijos e abraços a todos!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

FESTIVAL DE PRIMAVERA


Está encerrado o PRIMEIRO FESTIVAL DE PRIMAVERA na comunidade Café das letras.
Foram trinta dias de Festival, 48 trabalhos, entre POEMAS, SONETOS E NARRATIVAS.
E dois DESAFIOS.
Agradeço a participação e desejo sorte a todos!

RESULTADO FINAL: prorrogado para 23 de outubro de 2009

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Minha boca não é lagoa



















Minha boca não é lagoa!

Ao passo que me vem um passo, retrocedo.
Ao passo que me vem o medo, passo.

Toda vez que me vem "segredo", me descubro.
Sempre que me descubro, me acho...
Porém, em veredas nubladas, permaneço.

Ao passo que me chegam "sapos", indefesa, trago.
E na maioria deles, tusso, não posso engolir. Logo, os engasgo.
Toda vez que engasgo, aos sapos todos cuspo, repilo em escarros.
Mas tem sempre "aquele" que se engole a frio, que o comemos, fartos!

Aprendi a ter na língua solta uma faca amolada.
Não admito que meu universo seja um brejo, um nada.

Por mais que eu perca vomitando sapos, já não volto atrás.
Perco, o que me negue a vida...
O tom, a cor, a guarida.
Mas, sapos?
Nem que eu caia morta, que o mundo tranque a porta, não engulo mais!

Rosana Lazzar

Meu alento




















Meu Alento

Cintilando está a noite clara sobre a lua
E toda a minha ansiedade em ver um
Pedacinho do céu que envolve a orbe lunar
E reconforta minha emoção, meus sonhos!

Há beleza, leveza no olor da sua pele nua
Há desejos inexplicáveis, que borbulham
Há Encontros, desencontros nas palavras suas
Há Certezas, encantos, desencantos que transbordam

Mas há também uma mulher inteira
Que sorri, que chora, verdadeira
Que dorme à sombra dos sonhos
Dos amores duvidosos desgastados...

Ah! Quantos dos lamentos fizeram-se
Folhas mortas amareladas pelo tempo...

Até que renovaram-se os sentimentos
Permitindo-se que abrissem as portas
Liberando a passagem do amor sem tormentos
Para que possa adentrar então, uma alma que conforta!

Angela Chagas

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Falando em você...!



















Falando em você...!


Eu queria falar de flores
mas, você apareceu
com um perfume
sem igual.
Queria falar de vida,
você me trouxe,
tudo que ela oferece de lindo,
além do normal.

queria viver,
você veio e me ensinou,
me mostrou como a vida é,
com um jeito meigo
esse apego esse, não faz mal!

Queria dizer te amo,
não precisou.
Você viu em meus gestos,
leu nos meus olhos,
escutou meu coração,
entendeu a razão,
e me amou.


Mariano P. Sousa

Soneto do Vento



















Soneto do Vento


Oh vento! Não conheço a tua imagem
Apenas entendo a tua linguagem
No verão passa e o som é silente
No inverno, furioso e veemente

No outono, eriça as folhas dormentes
Na primavera chega menos imprudente
Em qualquer tempo, serás tangente
E as birutas agradecem alegremente

Desce sereno até, os mais baixos vales
Ao topo das montanhas sobes grandioso
Impiedosas tempestades causas nos mares

E assim, abstrato, misterioso e impetuoso
Os dias seriam sem teus cantares
Opressos, sisudos sem teu ar precioso.

Diná Fernandes

sábado, 1 de agosto de 2009

FESTIVAL DE PRIMAVERA

Escolhido pelos sócios da comunidade, com 6 votos na comunidade e 2 no blog, totalizando 8 votos, o Selo I fica sendo o símbolo oficial do nosso FESTIVAL.

Saiba como participar, clicando aqui.



















************************

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Sede tamanha











SEDE TAMANHA

Teu olhar a acompanhar a cena
Do retirar o laço do vestido meu
Faz, de desejo, tornar-me plena
E exibir meu corpo que é só teu
.
Ruborizo, não por eu ser casta
(Minha inocência morre no sorriso)
Teu olhar sobre meu corpo basta
Para eu subir do inferno ao paraíso
.
Sede tamanha; bebemos da fonte
São tantos beijos, tantos carinhos
Por desfiladeiros, curvas e montes
.
A noite escorre; segue seu caminho
Acanhado, o sol desponta no horizonte
No quarto, mil lençóis; nosso ninho
.
(Lena Ferreira)

Oh amada liberdade!












Oh amada liberdade!

Oh amada liberdade!
Quando vai abrir as asas sobre mim?
Eu que espero há tanto, essa igualdade!
Precisaria de você ao menos no fim

E quanto tempo eu esperei
Nessa gaiola de canário
Forte como o gelo de sua lei
Fria como seu orvalho

Mas nem posso mais sonhar
Porque perdi a régua
Das medidas do meu imaginar
Sem despedidas ou tréguas

Se essa cadeia interminável
Acabasse hoje agora
Ah! Mas como seria lamentável
A escolha de não ir embora

Oh, Amada liberdade!
Quem dera eu abrir minhas asas
Asas de Anjo na puberdade
Que um dia me levaram para casa!

Oh desejada! Querida liberdade!
Aos ventos vou esvaindo
Oh adorada!
Gritando todas minhas verdades:

"Só serei livre quando
Não houver mais nada,
Nada me constituindo”


[Rafael K.S.]

terça-feira, 21 de julho de 2009

Em silêncio



Em silêncio

Percebe...
engoli o ar
estanquei o riso
apaguei o sol do meio dia
e mergulhei no teu silêncio

anoiteci a braçadas
sob tuas ondas que ecoavam
e aquebrantavam meu corpo
semi-morto

não havia gritos, gemidos, nem urros
nem vida mais havia
só a maresia
que acalentava teu corpo cansado.

Monica San

Mãos



MÃOS


Mãos abençoadas que limpam,
enquanto há outras que só sujam...
Existem aquelas que são ausentes,
enquanto há outras que falam e sentem.

Mãos divinas que amparam,
mãos que acalentam,
outras se entrelaçam... Acariciando,
enquanto as desnaturadas ferem e matam.

Há mãos que curam as dores,
juntam-se e batem palmas,
ritmando alegrias e louvores.

Há também as mãos das artes...
Pintam, cozinham, bordam e cultivam flores
e escrevem poesias em mares de amores!

Angela Chagas

domingo, 8 de março de 2009

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Realizamos esta semana o DESAFIO DO DIA INTERNACIONAL DA MULHER, na comunidade Café das letras. Dois trabalhos foram escolhidos por enquete para homenagear as mulheres em nome da nossa comunidade. Parabéns aos poetas vencedores! Parabéns às mulheres!
**************************************************************************************************************************

Primeiro lugar no Desafio:

*******************************************************************************************************
FLOR DO AGRESTE de Angela Chagas e Lena Ferreira
(clique na imagem para vê-la no tamanho original)

***************************************************************************************************************


























Em segundo lugar:

PODEROSA de Mariano P. Sousa




Você que é responsável pela guarda de um ser humano por nove meses, alimentando-o com riquíssimos nutrientes e depois de mostrar o mundo a este ser, continua seguindo seus passos dando-lhe apoio, carinho, amor, compreensão, e, mesmo depois de criado este ser, quando está sentindo qualquer dificuldade recorre a você, pois sabe que tens sempre uma solução.
Você que cuida da casa, das compras, mantém as roupas limpas, se preocupa quando um filho, ou marido ainda não chegou, está sempre num pé e noutro olhando pela janela, está no telefone, ligando pra saber onde eles estão.
Você que a cada dia vem ocupando o espaço que sempre foi seu mais não era reconhecido nem respeitado, hoje eis encontrada desempenhando funções em: posto de gasolina, direção de ônibus, cargos executivos de pequenas, médias e grandes empresas, mesmo sofrendo em muitas vezes, assédio sexual e perseguição. Hoje você já ocupa o seu espaço também na política como importantes parlamentares eleitas pelo voto, isso nos faz perceber que o preconceito e discriminação aos poucos vão dando lugar a credibilidade conquistada através da competência.

Mulher da lavoura que pega no cabo da enxada, da estrovenga, da foice, do facão, que no semi-árido do nordeste carrega lata d’ água na cabeça, sobe e desce ladeiras, com as mãos na cintura e cantando lindas cantigas.
Eis tão forte, tão resistente, quanto o mandacaru.
Mulher! Você que apesar de tantas atribuições, como rainha do lar, muitas vezes ainda tem que trabalhar fora para completar a renda ou mesmo sustentar a família. Eis uma legitima guerreira, estais sempre conquistando território e vencendo batalhas, sempre serás símbolo de amor, sensibilidade, percepção, coragem, persistência e vitória.

Mariano P. Sousa

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

PRIMEIRA GINCANA DE CARNAVAL

Realizamos durante o carnaval, a PRIMEIRA GINCANA DE CARNAVAL do Café das letras.
Agradeço a participação de todos, e abaixo publico os dois poemas vencedores da gincana.
Parabéns às poetas!!

Em primeiro lugar ficou SONETO DE CARNAVAL de Angela Chagas:
(clique sobre a imagem para visualizar no tamanho original)


























Em segundo lugar ficou CINZAS de Rosana Lazzar:


Feliz novo ano!

Feliz novo ano!

Nossa mensagem de Natal

Nossa mensagem de Natal