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sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Pseudo Status (Aos Que Se Acham)

Graças ao benévolo processo de disseminação da cultura e principalmente o acesso à informação que atinge as camadas sociais A ou B, antes privilégio de poucos de uma elite dominante, favorecida pelo poder aquisitivo, estamos nos livrando da era de um determinado pseudo status e das carteiradas desnecessárias levadas cara à fora.
Foi-se o tempo em que reverenciar-se diante de profissionais simplesmente graduados, que exibem títulos e fazem questão de ser tratados como verdadeiros doutores. É claro que alguns poucos são exímios cumpridores do seu dever e até mesmo cumpridores de um papel social. A culpa é da que sociedade por muitos e muitos anos cultivou essa questão, geração a geração.


A título de exemplo e partindo para a ferida da questão, cito os profissionais médicos e advogados. Quem nunca pensou em formar um desses em sua família, um médico ou um advogado?
O status e o pedestal onde esses profissionais eram lançados era algo tão absurdo a ponto de, digamos que o sujeito praticamente tinha de lavar a boca com cloro para referir-lhes a palavra.
Bem, encerro essas linhas felicitando o nível de acesso à educação e a cultura que o Brasil atingiu, é evidente que ainda temos muito que progredir, estamos na caminhada. E aos dinossauros do passado digo:

Abaixo falsos doutores arrogantes que se acham! Vocês não detêm o conhecimento e poderio mais! Qualifiquem-se e façam jus ao título que tanto almejam ou almejaram.


José Ricardo Batista
Direitos Reservados
15/06/2008

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Crise Verborrágica?


Não bastasse a evolução, ou senão dizer, revolução tecnológica que assola a humanidade, pregando valores vis. Temos ainda que receber pelas ventas, essa busca frenética e desenfreada, pela evolução científica, no que tange, por exemplo, a área da medicina. Clones, projeto genoma, células tronco... Promessas maravilhosas, milagrosas, quase que certas de curas para doenças letais.
Vivemos oprimidos, depressivos, nos tornamos verdadeiros prisioneiros do consumismo e alienação.
O mundo, é o de faz de contas. As buscas enfadonhas, pela beleza vazia e desmedida, pelos valores materiais, a prática do mercantilismo, o capitalismo selvagem e as questões ligadas ao egocentrismo são o foco das massas.
E o que dizer do sensacionalismo barato pregado a qualquer custo, da perda maciça de valores, onde até mesmo a morte é vista como dobrar a esquina para comprar um maço de cigarros?
Diante de tantos eventos ditos e tidos como importantes e necessários, seremos então todos dizimados por uma epidemia de dengue, reportando-nos a um passado longínquo, ocorrida na Idade Média, em meados do século XV, onde a peste negra matou aproximadamente 25 milhões de pessoas mundo à fora? Será um minúsculo e reles inseto o vilão que irá dizimar a espécie humana?
Ao refletir sobre nós os seres “humanos”, lembrei-me de três palavras: Humano, racional e irracional. São palavras, palavras estas que cada vez mais tenho a idéia de sinônimos. Há mesmo alguma diferença entre elas? Vida beira ao abismo! Vida louca! Mundo malévolo!
Livre arbítrio mal seguido. Doidivanas, vítimas do sistema? Droga! Merecemos os desalentos? É... Desta forma tenho mesmo que reforçar minha crença nas idéias niilistas.

José Ricardo Batista
24/05/2008

terça-feira, 8 de julho de 2008

Solidão
























Gosto de ti, se me persegues à noite,
Se me atormentas à luz do dia.
Não há vozes e vultos,
Oh, luz sombria!

Em teus braços, distribuo lágrimas,
Recolho prantos.
Ainda que fira minha pele,
Corroa minh’alma,
Rasgue minha carne,
Gosto de ti, oh, luz sombria!

Ontem, éramos três:
Você, a tristeza e eu.

Sorvo duas taças de vinho,
Aqueço o sangue,
Emposto a voz.

Sou eterno jogral
Remetendo emoções.


José Ricardo Batista

terça-feira, 4 de março de 2008

Soneto da Dor e Esperança



















Alguém partiu e deixou pedaços,
Pedaços esses, que hoje me faltam,
Eu que sempre fui forte, que até tinha sorte,
Agora estou fraco e a dor me maltrata.

Luto, e não encontro aquele que ontem aqui existia,
Tento cuidar de mim,
Extirpar esta solidão,
Pois não posso viver assim.

Hoje sofro... Choro...
Choro pelas manhãs, sofro nas madrugadas,
Parece que esvair-me assim, será o triste fim.

Há esperança! Um corpo! Um desejo!
Um prazer pela metade,
Que não te atreva senhor destino, dizer que este é o fim.

J. Ricardo


Feliz novo ano!

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Nossa mensagem de Natal

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