Minha casa,
minha cara.
Sou pobre de eira.
Minha casa é sem beira.
Meu palácio,
herdei de nobres.
Sou rico de eira, beira e tribeira.
São as minhas maiores posses.
E cabe a alguém explicar,
quiçá um entendedor.
O que percorre as entrelinhas?
Que entranha-se sorrateiramente
no cimento?
E ninguém vê?
Eis a Eira da sabedoria;
A Beira do desassossego;
E a Tribeira da alma.
Essa, última,
é do rico, é do pobre.
É nobreza de espírito,
não há como herdar.
Suzan Keila
Mostrando postagens com marcador Suzan Keila. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Suzan Keila. Mostrar todas as postagens
domingo, 11 de abril de 2010
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Cúmplices

Foto: Leofoo
Uma companhia.
O Sol nasce sorrateiramente.
Cúmplices, em silêncio,
contemplam o espetáculo da natureza.
Um silêncio,
e o barulho do mar.
Um olhar,
e algo no ar.
São cúmplices.
Caminham sobre suas decepções.
Contam amores, amigos e
emoções.
Uma afinidade perturbadora
em minutos de amizade.
O tempo voa, o sol nasce e o mar é testemunha...
Um momento.
Seu tempo.
Nosso tempo.
Duas almas, uma alma,
nossa alma.
Aquela paz.
Suzan Keila
segunda-feira, 10 de março de 2008
Máquina sem jeito

Silêncio atroz,
alma calada.
O que poderia ser,
não foi nada.
Choro calado,
vestígios de um coração.
Um céu nublado
sobre uma falsa solidão.
A recusa do amor,
obedecendo a dor.
Assim funciona
a máquina sem jeito,
que bate aqui no peito e
alguns chamam coração.
Suzan Keila
Assinar:
Postagens (Atom)
Feliz novo ano!
Nossa mensagem de Natal

