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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Nem cheio nem vazio

Agora é minha vez de fugir
Nesse nosso jogo de gato e rato
Não posso mais fingir
Que não tenho mais tato

Você me procura com os olhos
Eu tenho medo de sentir algo
Matei-te em meus sonhos
Agora meu coração está vago

Você sorri e eu não sinto
Sua ultima partida me fez frio
Não minto nem omito
Não estou cheio nem vazio

Suas mãos tocam as minhas
Eu não sinto nem uma centelha
Agora você é quem está sozinha
Franzindo as sobrancelhas.
 

Rafael K.S.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Declarações sobre você

Antigamente eu não chorava tanto
Nem sonhava como hoje em dia,
Você me mostrou o encanto
De tudo aquilo que eu perdia

Querendo ou não admitir
Estou sem saída, eu amo você,
Hoje eu gostaria de mentir
Que não me importo de te perder

Mas até minha poesia
Sente falta quando você não está
O que será que eu faria
Em meu próprio lugar?

Antigamente era bom demais
Até você aparecer e roubar meu coração
Eu não sei o que você faz,
Mas para de me despertar paixão!

Você me ignora educadamente
E eu tento aliviar minha dor,
Mas esse coração descrente
Insiste em me cobrir de amor.


[Rafael K.S.]

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Nas linhas de suas mãos

Queria poder parar de pensar
Em como seu sorriso é bonito
Ao menos queria sonhar
E parar de mentir sobre o que sinto

Mas a beleza sempre me captura
Tanto pelos meus olhos como meu coração,
Se o amor tivesse uma partitura
Seriam como as linhas de suas mãos

Eu não me sinto mais culpado
Pelo menos não mais por observar,
Meio tímido e envergonhado
O brilho no seu olhar

Queria poder agir calmamente
Quando você chega perto,
Mas quando está em minha frente
Meus braços esperam abertos

Mas a consciência sempre declara
Eu sei que ela carrega a verdade
“Oh coração, esquece a paixão
Usa só sinceridade...”

[Rafael K.S.]

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Sua Poesia

Tantos tempos de olhos fechados
Tantos que esqueci seu rosto,
Rosto que me manteve acordado,
Quando eu esqueci seu gosto

Eu destilei seu cheiro
Sobre todo meu corpo
Me rendi a meios sarcásticos

Passei tanto tempo
Sendo chamado de anjo da alvorada
Que esqueci meu próprio
Significado, Eu não sou nada

Mantive-me acordado no escuro
Para recuperar suas lembranças
Dominando desejos soturnos
Como quem sufoca uma esperança

Quebrei correntes com os dentes
Limei espadas cegas com os pulsos
Esfaqueei todos os presentes
Com meus versos moribundos

Sufoquei rosas a procurar a essência
Desse seu olhar tão puro
Decifrei poemas sobre ausência
E não te achei... Eu juro

Procurando na escuridão minha estrela
Procurando tua voz que me guiava,
Beija-me, relembre-me que esse coração erra,
Oh meu anjo envolve-me em tuas asas!

Rafael K.S.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Oh amada liberdade!












Oh amada liberdade!

Oh amada liberdade!
Quando vai abrir as asas sobre mim?
Eu que espero há tanto, essa igualdade!
Precisaria de você ao menos no fim

E quanto tempo eu esperei
Nessa gaiola de canário
Forte como o gelo de sua lei
Fria como seu orvalho

Mas nem posso mais sonhar
Porque perdi a régua
Das medidas do meu imaginar
Sem despedidas ou tréguas

Se essa cadeia interminável
Acabasse hoje agora
Ah! Mas como seria lamentável
A escolha de não ir embora

Oh, Amada liberdade!
Quem dera eu abrir minhas asas
Asas de Anjo na puberdade
Que um dia me levaram para casa!

Oh desejada! Querida liberdade!
Aos ventos vou esvaindo
Oh adorada!
Gritando todas minhas verdades:

"Só serei livre quando
Não houver mais nada,
Nada me constituindo”


[Rafael K.S.]

Feliz novo ano!

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Nossa mensagem de Natal

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