Desses dias sem
Poesia
Talvez,
Rimem
No universo
Íngreme
Dos encantos
Escorregadios
Que
Afundamos
Em pântanos
E prantos
Da tua ventania,
Os versos
Verbos
Despejados
No dia
Da partida
Sem sentido
Ecoando
Entre espaços vazios às
Linhas
Que se curvam
Em tentativas
E chorei tanto
Morreram
Sem nunca terem
Existido
Maris Figueiredo
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sexta-feira, 27 de julho de 2012
sábado, 9 de julho de 2011
Explosão
Cristais de
Quartzo
Em quarto de luz e
Cacos...
Integridade perdida em teus
Pedaços...
Quartzo
Em quarto de luz e
Cacos...
Integridade perdida em teus
Pedaços...
Gritos
Incendiando as pastagens de
Teus olhos verdes
Benditos!
Nas
Folhagens
E flores, cheiro
Teus rastros:
Andanças
Entre tuas pernas e braços,
Guarida !
Ergue o teu horizonte!
Que nasço sol na
Deserta estrada
Feito astro
Pra nossa
Explosão infinita!
Maris Figueiredo
sábado, 4 de outubro de 2008
Cerrado

Eis que o amor não chega
Tal qual água
Em plena seca
Solo ácido
Aves voando tão baixo
Feito os sonhos
Dos homens
Os pés
Não percorrem a
Imensa vereda
Desistiram de caminhar
Nos lábios
É o sabor agreste
Que me acompanha
O cerrado
Do meu coração
Em galhos
Retorce a vida
Contra a minha
Natureza
As lágrimas
Que jorram dos olhos
É pouca...
Endureceu-me
A terra
Acostumei
viver
Distante
Rusticamente
Guardada
Em minhas cascas espessas
ɱαгЇS

Eis que o amor não chega
Tal qual água
Em plena seca
Solo ácido
Aves voando tão baixo
Feito os sonhos
Dos homens
Os pés
Não percorrem a
Imensa vereda
Desistiram de caminhar
Nos lábios
É o sabor agreste
Que me acompanha
O cerrado
Do meu coração
Em galhos
Retorce a vida
Contra a minha
Natureza
As lágrimas
Que jorram dos olhos
É pouca...
Endureceu-me
A terra
Acostumei
viver
Distante
Rusticamente
Guardada
Em minhas cascas espessas
ɱαгЇS
domingo, 30 de março de 2008
Outra dimensão

O coração dói
Da tua ausência
Quisera entender da loucura
Que te despe em essência
Nas palavras que te revelam
Me provocam
Me fazem arder...
Se consultada fosse
Te saber
Eu negaria até à fogueira
Pois é desigual viver a dimensão do poético
Na ponta da tua pena traiçoeira
Imortalizando-te em versos
E eu mortal
Fadada a te ler...
A buscar-te nos escritos que por toda parte
Espalhas...
Será essa a representação da saudade?
Essa distância do mundo paralelo em que habitas?
Por que tens poder de visitar-me quando queres?
Invades minha alma
Feito mar que se agita e nem percebes
A aparente calma...
Entre esferas transitas
Anunciando minha paz e tumulto...
E a saudade grita!
Maris
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