Rosa
faltando uma pétala.
Beleza
murcha no canteiro
do teu olhar.
Inútil rosa.
Fora de todas as floriculturas.
Jogada no chão.
Deserto
do teu amor.
Rosa
sem o consumo do belo,
fora da utilidade,
quer secar o teu capital.
Quer o ócio.
A vida simplesmente.
Brincadeira de Deus...
Rosa feita
desejo,
luz
beleza maior,
quer brincar e ser feliz.
Quer fazer nada.
Amar!
Perfume de rosa,
que embriaga
todo “uni-verso”
da poesia,
quer ser o hálito
do teu amor.
Portador de deficiências!
Dalton Luiz Gandin
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
segunda-feira, 26 de julho de 2010
1º FESTIVAL DE OUTONO NO CAFÉ DAS LETRAS - RESULTADO FINAL
1º LUGAR : Desconheço o outono (poema)
AUTOR: Suzan Keila
2º LUGAR : No outono da nossa vida - você chegou (narrativa)
AUTOR: Maria Eugênia
3º LUGAR : Outono (narrativa)
AUTOR: Margarida Rosas
4º LUGAR : Lágrimas de outono (poema)
AUTOR: Telma Moreira
JURADOS :
Basilina Pereira
Emerson Sbardelotti Tavares
Manoel Hélio
Obrigada a todos que participaram e parabéns aos vencedores.
Até o próximo Festival!
AUTOR: Suzan Keila
2º LUGAR : No outono da nossa vida - você chegou (narrativa)
AUTOR: Maria Eugênia
3º LUGAR : Outono (narrativa)
AUTOR: Margarida Rosas
4º LUGAR : Lágrimas de outono (poema)
AUTOR: Telma Moreira
JURADOS :
Basilina Pereira
Emerson Sbardelotti Tavares
Manoel Hélio
Obrigada a todos que participaram e parabéns aos vencedores.
Até o próximo Festival!
quinta-feira, 24 de junho de 2010
sábado, 12 de junho de 2010
Insensatez
Silenciosa e breve
Caminho por entre ondas,
A areia cálida pelos rastros ainda vermelhos
Deste sol ardente.
Loira, linda
Sou devorada por olhos
E tantas noites insanas
Perturbam meus pelos,
Meus nervos...
Derramo meu corpo
E me entrego ao gozo
Porque sei que o amor é breve
É folha ao vento
Que sopra e seca
Minhas roupas, penduradas,
No varal do tempo!
*****************************************Margarida Rosas
Caminho por entre ondas,
A areia cálida pelos rastros ainda vermelhos
Deste sol ardente.
Loira, linda
Sou devorada por olhos
E tantas noites insanas
Perturbam meus pelos,
Meus nervos...
Derramo meu corpo
E me entrego ao gozo
Porque sei que o amor é breve
É folha ao vento
Que sopra e seca
Minhas roupas, penduradas,
No varal do tempo!
*****************************************Margarida Rosas
Para além
Voar
para além da imaginação.
Cantar
para além dos acordes inspirados.
Sonhar
para além do horizonte visível.
Amar
para além do tempo e da razão.
Viver
para além dos mundos conhecidos.
Voar
Cantar
Sonhar
Amar
Viver
Será pedir
além das possibilidades humanas?
Será exigir
além do que nos pode ser concedido?
Não encontro respostas
além do que meus olhos podem enxergar.
Só derramo lágrimas
As quais não consigo enxugar.
Maria Eugenia
para além da imaginação.
Cantar
para além dos acordes inspirados.
Sonhar
para além do horizonte visível.
Amar
para além do tempo e da razão.
Viver
para além dos mundos conhecidos.
Voar
Cantar
Sonhar
Amar
Viver
Será pedir
além das possibilidades humanas?
Será exigir
além do que nos pode ser concedido?
Não encontro respostas
além do que meus olhos podem enxergar.
Só derramo lágrimas
As quais não consigo enxugar.
Maria Eugenia
1º FESTIVAL DE OUTONO NO CAFÉ DAS LETRAS
Está encerrado o PRIMEIRO FESTIVAL DE OUTONO NO CAFÉ DAS LETRAS.
Agradeço a todos que participaram e desde já parabenizo pelas belíssimos obras.
Em breve postarei os nomes dos jurados que estão avaliando os trabalhos, e logo depois o resultado final, aguardem.
Monica San
quarta-feira, 5 de maio de 2010
A resina
Acordo.
Hoje o dia é meu
e eu sou o senhor absoluto
das horas.
Estranha sensação esta:
de poder dispor do tempo
no ritmo do meu arbítrio.
O barulho da água é sonolento
e também me insinua
que a rede é o princípio
e o fim do universo.
Quantos cantares me acalentam!
envolvem aquele ímpeto borbulhante
que, ao mínimo descuido,
inventa-me alguma obrigação.
Mais uns passos e...a dúvida:
sentirei tédio em minha própria companhia?
E se eu desdobrar aquele manto de surpresas
que guardo para inéditas ocasiões?
Volto ao ponto de partida:
melhor pegar papel e lápis
e deixar fluir a resina que a imaginação fabrica.
Basilina Pereira
Hoje o dia é meu
e eu sou o senhor absoluto
das horas.
Estranha sensação esta:
de poder dispor do tempo
no ritmo do meu arbítrio.
O barulho da água é sonolento
e também me insinua
que a rede é o princípio
e o fim do universo.
Quantos cantares me acalentam!
envolvem aquele ímpeto borbulhante
que, ao mínimo descuido,
inventa-me alguma obrigação.
Mais uns passos e...a dúvida:
sentirei tédio em minha própria companhia?
E se eu desdobrar aquele manto de surpresas
que guardo para inéditas ocasiões?
Volto ao ponto de partida:
melhor pegar papel e lápis
e deixar fluir a resina que a imaginação fabrica.
Basilina Pereira
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Tsunami
Soterrados
No repousar da noite
É que me ponho a navegar
Navego pela natureza deslizante
Que do morro meu teto veio a soterrar
Queria que fosse um pesadelo
Do qual eu pudesse acordar
Mas acordado e trancado estou
Sem saber se irão me encontrar
Embaixo dos escombros
Sozinho soluço baixinho
E bem alto me ponho a orar
Que meus filhos estejam vivos
Que a natureza pare de se vingar
E que os “coveiros” consigam me desenterrar
Raquel Ap. Fadel
É que me ponho a navegar
Navego pela natureza deslizante
Que do morro meu teto veio a soterrar
Queria que fosse um pesadelo
Do qual eu pudesse acordar
Mas acordado e trancado estou
Sem saber se irão me encontrar
Embaixo dos escombros
Sozinho soluço baixinho
E bem alto me ponho a orar
Que meus filhos estejam vivos
Que a natureza pare de se vingar
E que os “coveiros” consigam me desenterrar
Raquel Ap. Fadel
sexta-feira, 16 de abril de 2010
PRÊMIO PARTICIPAÇÃO - RESULTADO FINAL
Realizamos nos meses de feveiro e março, no Café das letras, o PRÊMIO PARTICIPAÇÃO. Um prêmio de incentivo à participação dos sócios no blog do Café, no blog A Página da Vida, nosso parceiro, e no fórum da comunidade.
Clique AQUI, e confira o resultado final.
Clique AQUI, e confira o resultado final.
domingo, 11 de abril de 2010
Eira, Beira e Tribeira
Minha casa,
minha cara.
Sou pobre de eira.
Minha casa é sem beira.
Meu palácio,
herdei de nobres.
Sou rico de eira, beira e tribeira.
São as minhas maiores posses.
E cabe a alguém explicar,
quiçá um entendedor.
O que percorre as entrelinhas?
Que entranha-se sorrateiramente
no cimento?
E ninguém vê?
Eis a Eira da sabedoria;
A Beira do desassossego;
E a Tribeira da alma.
Essa, última,
é do rico, é do pobre.
É nobreza de espírito,
não há como herdar.
Suzan Keila
minha cara.
Sou pobre de eira.
Minha casa é sem beira.
Meu palácio,
herdei de nobres.
Sou rico de eira, beira e tribeira.
São as minhas maiores posses.
E cabe a alguém explicar,
quiçá um entendedor.
O que percorre as entrelinhas?
Que entranha-se sorrateiramente
no cimento?
E ninguém vê?
Eis a Eira da sabedoria;
A Beira do desassossego;
E a Tribeira da alma.
Essa, última,
é do rico, é do pobre.
É nobreza de espírito,
não há como herdar.
Suzan Keila
domingo, 21 de março de 2010
Fragata de vidro
Minha vida tem sido espalhada
sobre a relva onde muitos pisaram,
nunca sei quando deixo pegadas
e confesso: meus rastros são raros.
Mas se o barco que levo é de vidro
e temente aos arroubos do mar
mesmo assim entre as ondas oscilo
e é de pé que espero aportar.
No convés trago sempre o roteiro
do tamanho da minha vontade
de vestir-me com versos faceiros
pra sonhar com este azul que me invade.
Basilina Pereira
Você
Eu queria falar de flores
mas você apareceu
com um perfume
sem igual.
Queria falar de vida,
você me trouxe
tudo que ela oferece de lindo,
além do normal.
Queria viver,
você veio e me ensinou
me mostrou como a vida é
com um jeito meigo
esse apego esse não faz mal!
Queria dizer te amo,
não precisou
você viu em meus gestos,
leu em meus olhos,
escutou meu coração,
entendeu a razão
e me amou.
Mariano P. Sousa
mas você apareceu
com um perfume
sem igual.
Queria falar de vida,
você me trouxe
tudo que ela oferece de lindo,
além do normal.
Queria viver,
você veio e me ensinou
me mostrou como a vida é
com um jeito meigo
esse apego esse não faz mal!
Queria dizer te amo,
não precisou
você viu em meus gestos,
leu em meus olhos,
escutou meu coração,
entendeu a razão
e me amou.
Mariano P. Sousa
quinta-feira, 4 de março de 2010
O Café das letras é "Beautiful blogger"
Recebemos do blog "Simplicidade" de Arthur Souto Mayor, um poetinha de alma iluminada e por quem tenho um enorme carinho, a primeira indicação deste blog.Agradeço de coração o carinho deste menino-poeta!
E, seguindo a rotina do Award Beautiful blogger, o dono do blog deve fazer uma lista de 7 coisas interessntes sobre si, e indicar 7 Beautiful bloggers. Como o blog é de publicações coletivas, e somos muitos escritores, acredito que o mais certo seja fazer uma lista de 7 coisas interessantes sobre o Café das letras, que é na verdade o "dono" do blog.
Vou tentar então:
7 coisas interessantes sobre o Café das letras:
(se alguém discordar, cale-se agora ou fale para sempre) hehe
1- Aqui, partimos do princípio de que somos todos amadores. Toda forma de expressão é respeitada, desde que não agrida ou desrespeite ao outro;
2- Valorizamos a amizade como um dos mais belos sentimentos do homem;
3- Procuramos criticar sempre na intenção de ajudar e não diminuir o valor do trabalho alheio;
4- Buscamos na humildade uma forma de aprender mais;
5- Respeitamos as diferenças;
6- Procuramos manter um clima ameno, de amizade, companheirismo e acima de tudo, respeito;
7- Não nos julgamos "os melhores", mas buscamos nos tornar melhores, a cada dia.
7 "bonitos" da vez:
(nada mais justo do que indicar escritores que fazem parte desta família)
1- Amores e paixões - Mariano P. Sousa
2- Conversando baixinho - Margarida Rosas
3- Alma Serena - Lena Ferreira
4- Curso das letras - Joseph Dalmo
5- Cantinho da Marô - Maria Eugênia
6 - Poesias/Basilina - Basilina Pereira
7- Ventantes - Célia R. Domingos
Seguindo a rotina, os indicados colocam o Award Beautiful blogger em seus blogs, falando sobre o prêmio e fazendo as indicações, como fizemos aqui.
Mais uma vez, agradeço ao poetinha Arthur pela indicação e pelo carinho!
Saudações literárias a todos!
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